Vigilância Sanitária e segurança em ressonância magnética: levantamento dos serviços em Porto Alegre
Vigil Sanit Debate, Rio de Janeiro, 2026, v.14: e02556| Publicado em: 11/06/2026
DOI:
https://doi.org/10.22239/2317-269x.02556Palavras-chave:
Imageamento por Ressonância Magnética, Vigilância Sanitária, Segurança do PacienteResumo
Introdução: Nos últimos anos, têm aumentado os relatos de incidentes em exames de ressonância magnética (RM), como atração de objetos ferromagnéticos e riscos biológicos, incluindo aquecimento de tecidos. Para regulamentar esses serviços, a Anvisa publicou a RDC nº 611/22 e a IN nº 97/21, que estabelecem normas de segurança e garantia da qualidade. Objetivo: Este estudo teve como objetivo mapear o parque tecnológico dos serviços de RM em Porto Alegre e caracterizar os serviços quanto ao atendimento dos requisitos sanitários vigentes. Método: Os dados de 29 instituições com equipamentos de RM foram obtidos a partir dos documentos de renovação de alvará sanitário, os quais incluem o Programa de Segurança em RM (PSRM), o Programa de Educação Permanente (PEP) e o Programa de Garantia da Qualidade (PGQ) e das respostas da Notificação Coletiva no 01/2024. Resultados: Identificaram-se 49 equipamentos em funcionamento, predominantemente em instituições privadas. Quanto às práticas de segurança, observaram-se resultados positivos na sinalização dos ambientes (86,2%) e na aplicação do questionário de segurança (79,3%). Entretanto, persistem fragilidades na descrição de riscos (55,2%) e na verificação de compatibilidade de materiais (58,6%). Das 26 instituições que responderam à Notificação Coletiva, 61,5% afirmaram utilizar o sistema Notivisa para notificação de eventos adversos. Conclusões: Conclui-se que, embora existam avanços, ainda há lacunas importantes. Reforçar os Comitês de Gerenciamento de Riscos, ampliar o uso de detectores de metais e investir em educação permanente são medidas essenciais para consolidar a cultura de segurança em RM e proteger pacientes e profissionais.
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