Análise longitudinal do tempo de retorno e fatores associados para doação de sangue em primodoadores voluntários

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22239/2317-269X.01370

Palavras-chave:

Doadores de Sangue, Bancos de Sangue, Seleção do Doador, Estimativa de Kaplan-Meier, Primodoadores

Resumo

Introdução: Diferentes fatores inerentes à doação de sangue podem gerar situações que intervêm no retorno dos doadores, as quais, quando não elucidadas e não solucionados os problemas delas derivados, comprometem a fidelização aos hemocentros. Objetivo: Estimar o tempo de retorno à doação de sangue em primodoadores e fatores associados. Método: Estudo de delineamento de coorte por meio da análise do Banco de Dados do Hemonúcleo da Regional de Saúde em Apucarana (PR). Foram analisados os prontuários de doadores no período de 1º de janeiro de 2005 a 30 de junho de 2009, cujos retornos foram acompanhados até o ano de 2011. Considerou-se como variáveis dependentes o tempo de retorno para segunda doação e sua frequência após a primeira doação. Foram coletados dados antropométricos, clínicos e laboratoriais e, em seguida, entrevista estruturada. Os dados foram submetidos à análise de sobrevida de Kaplan-Meier comparando-os pelo teste log-rank. O modelo de regressão de risco proporcional de Cox foi utilizado para identificar os fatores de risco associados ao retorno, calculando-se o risco proporcional com intervalo de 95% de confiança (IC95%). Resultados: Observou-se uma proporção de retorno de 41,5%, sendo 26,1% dos inaptos temporariamente e 50,0% dos aptos. Doadores que retornaram mais rapidamente foram os Rh negativos, idade menor de 19 anos e com hipotensão arterial. Os riscos proporcionais (RP) para fatores impeditivos do retorno estiveram associados a idade mais avançada (RP = 0,190; IC95% 0,071–0,510), procedência mais distante (RP = 0,276; IC95% 0,124–0,616), hipotensão arterial (RP = 0,540; IC95% 0,385–0,759), comportamento de risco (RP = 0,533; IC95% 0,473–0,601), anemia (RP = 0,402; IC95% 0,348–0,464) e hipertensão arterial (RP = 0,377; IC95% 0,277–0,513). Conclusões: Este estudo mostrou diminuição significativa de primodoadores que retornam ao serviço para outras doações e identificou que os jovens e aqueles aptos foram os grupos com maior frequência de retorno. O conhecimento das causas de inaptidão temporária propicia condições para incentivar os inaptos temporários a retornarem para doações futuras.

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Biografia do Autor

  • Leonardo Di Colli, Seção de Vigilância Sanitária, Ambiental e Saúde do Trabalhador (SCVSAT), 15ª Regional de Saúde de Maringá, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Curitiba, PR, Brasil

    Possui graduação em Farmacia E Bioquimica pela Universidade Estadual de Londrina (1983), mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina (2005). e Doutorado em Saúde Coletiva pela UEL (2012). É farmacêutico - bioquímico da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Possui experiência na área de Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de serviços de saúde, avaliação em serviços de saúde, hematologia e hemoterapia em banco de sangue, doadores de sangue, controle social no SUS.

     

  • Tiemi Matsuo, Departamento de Matemática Aplicada, Centro de Ciências Exatas, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR, Brasil

    Possui graduação em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (1978), mestrado em Estatística e Experimentação Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1986) e doutorado em Estatística e Experimentação Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1992). Atualmente é professor associado da Universidade Estadual de Londrina. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística, com ênfase em Modelos de Regressão, atuando principalmente nos seguintes temas: unidade de terapia intensiva, mortalidade, epidemiologia e aids.

  • Juleimar Amorim, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

    Doutor em Saúde Coletiva pela Fiocruz em Epidemiologia do Envelhecimento. Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Estadual de Londrina, PR. Especialização e Tutoria Educação Permanente em Saúde em Movimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério da Saúde. Especialização em Educação na Saúde para Preceptores do SUS pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa em parceria com o Ministério da Saúde. Especialização em Residência Integrada Multiprofissional em Saúde - área de concentração Saúde do Idoso -, pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais em 2013. Bacharel em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 2010. Atualmente, Professor efetivo, membro titular do Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos e Conselheiro do Conselho Acadêmico de Ensino de Graduação em Fisioterapia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Bolsista técnico Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do CNPq. Prática aprimorada na docência do Magistério do Ensino Superior, Pós Graduação Lato Sensu e assistência em Fisioterapia, ênfase em reabilitação do desempenho motor e funcional de idosos, análise dos serviços de saúde e educação em saúde no escopo da Saúde Coletiva.

Publicado

2020-05-28

Edição

Seção

Artigo

Como Citar

Análise longitudinal do tempo de retorno e fatores associados para doação de sangue em primodoadores voluntários. (2020). Vigilância Sanitária Em Debate , 8(2), 113-121. https://doi.org/10.22239/2317-269X.01370

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