No meio da crise civilizatória tem uma pandemia: desvelando vulnerabilidades e potencialidades emancipatórias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22239/2317-269x.01625

Palavras-chave:

COVID-19, Pandemia, Vigilância, Emancipação, Crise Civilizatória

Resumo

Esse debate, em forma de ensaio, reflete alguns desafios para a sociedade diante da atual pandemia da COVID-19, em particular para a saúde, a vigilância e a promoção. Assumimos que a crise atual faz parte de uma crise civilizatória mais ampla com múltiplas dimensões – social, econômica, democrática, ambiental e sanitária –, e que a saúde pública/coletiva precisará se reinventar numa perspectiva emancipatória. O artigo está organizado em quatro partes. Na primeira apresentamos nossa chave de leitura conceitual, na segunda defendemos nosso argumento central: a pandemia intensifica injustiças e vulnerabilidades anteriores que marcam a modernidade capitalista e colonial, excludente e racista. Na terceira, refletimos sobre as encruzilhadas, desafios e possibilidades emancipatórias diante das fendas abertas pela proximidade da morte e a diluição de fronteiras entre a normalidade e as urgências, inclusive para grupos e países mais ricos. Encerramos o texto com reflexões inspiradas em sábios e artistas de Minas Gerais, como o indígena Ailton Krenak, Guimarães Rosa e o Clube da Esquina.

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Biografia do Autor

  • Marcelo Firpo Porto, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ), Brasil

    Possui graduação em Engenharia de Produção pela UFRJ (1984) e em Psicologia pela UERJ (1991), mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ (1994), com doutorado sandwich (1992-1993) e pós-doutorado (2001-3) em Medicina Social na Universidade de Frankfurt. Atualmente é pesquisador titular do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, e vem trabalhando com os seguintes temas: abordagens integradas de riscos; justiça ambiental; ecologia política e economia ecológica; vulnerabilidade sócio-ambiental; complexidade, riscos e incertezas; princípio da precaução; ciência pós-normal; produção compartilhada de conhecimentos; promoção da saúde em áreas urbanas vulneráveis; agrotóxicos e transição agroecológica. Atua no programa Saúde Pública (mestrado e doutorado) da ENSP/FIOCRUZ: , área de concentração "Processo Saúde-Doença, Território e Justiça Social"; além de participar em diversos cursos de pós-graduação latu sensu e mestrado profissional. CV: http://lattes.cnpq.br/2234778428102550

Publicado

2020-05-27

Edição

Seção

COVID-19/SARS-CoV-2 Debate

Como Citar

No meio da crise civilizatória tem uma pandemia: desvelando vulnerabilidades e potencialidades emancipatórias. (2020). Vigilância Sanitária Em Debate , 8(3), 2-10. https://doi.org/10.22239/2317-269x.01625

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