O debate em torno de queijos feitos de leite cru: entre aspectos normativos e a valorização da produção tradicional

Autores

  • Fabiana Thomé da Cruz Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS
  • Renata Menasche Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, RS

DOI:

https://doi.org/10.3395/vd.v2n4.408

Palavras-chave:

Queijos Tradicionais, Produção Artesanal de Alimentos, Conhecimento Tradicional

Resumo

A valorização de alimentos tradicionais tem sido apontada como estratégica para a revitalização de áreas rurais, porém, a comercialização desses produtos em mercados formais requer que sejam cumpridos critérios principalmente em termos de estrutura e utensílios. Entretanto, muitas das exigências nesse sentido representam importante desafio para a comercialização de alimentos tradicionais que, na medida em que têm seus processos legalizados, têm comprometidas justamente as características que lhes conferem singularidade e diversidade. Este é o caso de queijos feitos de leite cru que, em vários países, de acordo com critérios legais, precisam passar por pelo menos sessenta dias de maturação antes de sua comercialização. Tomando esse contexto, neste artigo, elegemos o critério que define prazo mínimo de maturação para comercialização de queijos feitos de leite cru e tomamos dados de pesquisa de caráter etnográfico, referente ao Queijo Serrano, produzido nos Campos de Cima da Serra/RS, para amplificar o debate posto em torno da valorização de alimentos tradicionais. Os resultados da pesquisa indicam que, para além da adaptação do modo de fazer e das características de produção, a valorização desses alimentos passa pela legitimação de formas de conhecimento tradicionais e de modos de vida rurais.

Biografia do Autor

Fabiana Thomé da Cruz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS

Engenheira de Alimentos (ICTA/UFRGS); Mestre em Agroecossistemas (PGA/UFSC); Doutora em Desenvolvimento Rural. Professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura – GEPAC (http://www.ufrgs.br/pgdr/gepac/).

Renata Menasche, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas, RS

Doutora em Antropologia Social. Professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia e ao Laboratório de Estudos Agrários e Ambientais (LEAA). Professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura – GEPAC (http://www.ufrgs.br/pgdr/gepac/).

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Publicado

2014-11-25

Como Citar

Cruz, F. T. da, & Menasche, R. (2014). O debate em torno de queijos feitos de leite cru: entre aspectos normativos e a valorização da produção tradicional. Vigil Sanit Debate, Rio De Janeiro, 2(4), 34–42. https://doi.org/10.3395/vd.v2n4.408