Serviços ambulatoriais privados de saúde: conhecendo as ações de prevenção de infecções para a segurança do paciente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22239/2317-269X.01282

Palavras-chave:

Infecção Hospitalar, Assistência Ambulatorial, Prevenção, Educação em Saúde, Segurança do Paciente

Resumo

Introdução: Os serviços ambulatoriais privados de saúde crescem em número e diversidade e implantam, de forma autônoma, as ações de prevenção de infecções. Objetivo: Conhecer as ações existentes nos serviços ambulatoriais privados de saúde quanto à prevenção das infecções. Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva, realizada em 14 clínicas privadas de saúde em Porto Alegre (RS). Resultados: Evidenciou-se que 36% dos serviços mantinham Comissão de Controle de Infecção, 64% calculavam taxas de infecção e 100% realizavam capacitações. Quanto à higiene de mãos, 100% distribuíam álcool gel e 14% calculavam indicador de adesão. Na injeção segura, 71% tinham orientações escritas, mas apenas 7% monitoravam a prática; somente 14% dos serviços tinham orientação da etiqueta da tosse e 36% dos serviços detectavam portadores de germes multirresistentes. Somente 36% monitoravam competências das rotinas após capacitações. Na análise do conteúdo das falas, emergiram quatro categorias denominadas: Educação, Prevenção, Vigilância e Controle de Infecção, sendo Educação a de maior relevância. Conclusões: Os serviços mantinham ações para prevenção, especialmente as relacionadas aos equipamentos, produtos, rotinas e capacitações, entretanto precisam avançar no monitoramento e na avaliação dos processos assistenciais de prevenção das infecções, a fim de garantir a segurança do paciente e qualidade da assistência.

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Biografia do Autor

  • Carla Maria Oppermann, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS, Brasil
     

    Foto Graduada em Enfermagem em 1984 e em Licenciatura em Enfermagem (1985) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi nomeada servidora pública em 1989 para o Hospital de Pronto Socorro onde atuou até 2018. Em 1992 foi designada enfermeira do Serviço de Controle de Infecção onde atuou até 2018. Atuou como Coordenadora da Comissão Municipal de Controle de Infecção na Equipe de Serviços em Saúde da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (2003-2005). É membro da Associação Gaúcha de Controle de Infecção Hospitalar - AGIH, sendo tesoureira na gestão 2003-2005. Concluiu MBA em Gestão em Saúde e Controle de Infecção Hospitalar em 2012. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Controle de Infecção, atuando principalmente nos seguintes temas: infecção hospitalar, biossegurança, segurança do paciente, vigilância e controle. É Mestre no Programa de Pós graduação em Ensino em Saúde - PPGENSAU na Universidade Federal de ciências em Saúde- UFCSPA, 2016-2018.

  • Rita Catalina Aquino Caregnato, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS, Brasil

    Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (2008), Mestre em Enfermagem pela UFRGS (2002), Especialista em Saúde Pública pela Universidade de Ribeirão Preto (1993), Especialista em Administração Hospitalar pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1985), Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela UNISINOS (1983) e Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) (1981). Professora Adjunta IV do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Professora permanente dos Programas de Mestrados Profissionais em Ensino na Saúde e Enfermagem. Tutora da Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) do Programa de Terapia Intensiva. Coordenadora da Comissão de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde (COREMU) da UFCSPA/ISCMPA. Pesquisadora, Membro do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da UFCSPA, Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem (GEPPEN) e Vice-Líder do Grupo de Pesquisa em Educação a Distância no Ensino das Áreas da Saúde, ambos da UFCSPA. Membro da diretoria da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC) 2017-2019. Membro da Association of periOperative Registered Nurses (AORN) 2018-2019. Atuou como enfermeira assistencial na área hospitalar por 22 anos. Tem experiência nas áreas de Clínico-Cirúrgica, Centro Cirúrgico (CC), Centro de Materiais e Esterilização (CME), Controle e Prevenção de Infecção Hospitalar (CIH), Segurança do paciente, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Ensino na saúde. Pesquisa desenvolvidas nas áreas de enfermagem em centro cirúrgico, segurança do paciente, controle e prevenção de infecção, adulto crítico e educação.

  • Marcelo Schenk de Azambuja, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS, Brasil

    Possui Doutorado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2002), Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Maria (1998) e especialização em Gestão Empresarial pelo PPG em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Maria (1998), graduação em Hotelaria pela Universidade de Caxias do Sul (1988) e graduação incompleta Administração pela Faculdade Porto Alegrense (1998). Atualmente é Professor Adjunto II ? DE do Departamento de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde É líder do Grupo de Pesquisa do CNPq ? Empreendedorismo, Inovação e Gestão em Saúde; docente e orientador no Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde (Mestrado Profissional) e no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde. Coordenou o Curso de Bacharelado em Gestão em Saúde de 2013 a 2017. Atua principalmente nos seguintes temas: Empreendedorismo, Marketing, Gestão e Qualidade.

Publicado

2019-08-28

Edição

Seção

Artigo

Como Citar

Serviços ambulatoriais privados de saúde: conhecendo as ações de prevenção de infecções para a segurança do paciente. (2019). Vigilância Sanitária Em Debate , 7(3), 37-45. https://doi.org/10.22239/2317-269X.01282

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