Qualidade dos dados de vigilância da fluoretação de sistemas de abastecimento de água: proposta de um protocolo de crítica dos dados

Palavras-chave: Saúde Pública;, Vigilância, Água de Beber, Fluoretação, Qualidade dos Dados

Resumo

Introdução: Valores de concentração do fluoreto na água devem ser inseridos em um sistema de informação, entretanto nenhum protocolo foi proposto para efetuar a verificação dos dados inseridos. Objetivo: Apresentar uma proposta de crítica dos dados de concentração do fluoreto a fim de propiciar confiabilidade na produção de informações sobre a vigilância da fluoretação da água de abastecimento público. Método: Foram utilizados os dados de vigilância da concentração de fluoreto dos sistemas de abastecimento de água do estado de São Paulo registrados no ano de 2015 no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água de Consumo Humano. Uma proposta foi testada empregando-se recursos do aplicativo Excel®. Resultados: A base de dados foi reduzida de 23.840 registros de concentração de fluoreto distribuídos em 586 municípios para 22.807 distribuídos em 543 municípios. Erros de notação, subalimentação durante o ano, municípios com 50% ou mais das amostras iguais a 0,000 mg F/L ou com desvio-padrão igual a 0,000 mg F/L e amostras com valores anormais foram os principais fatores críticos. Conclusões: A aplicação mostrou-se simples e viável, podendo ser adotada rotineiramente pelos órgãos de vigilância.

Biografia do Autor

Isaque Mendes Prado, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Graduando em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP)- ingresso em 2016. Atualmente trabalha no projeto de Iniciação Científica "Análise de microevolução em Aedes aegypti em município endêmico de dengue no estado de São Paulo", com a pós-doutoranda Camila Lorenz.

Paulo Frazão, Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Professor Titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP. Concluiu o doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo em 1999. Obteve título de Livre Docente pela USP em 2009. Foi consultor do Ministério da Saúde. Foi Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos entre 2006 e 2008 e Vice-Chefe do Departamento de Política, Gestão e Saúde da FSP-USP entre 2016 e 2017. Atualmente é Chefe do Departamento de Política, Gestão e Saúde da FSP-USP. Publicou 99 artigos em periódicos especializados e apresentou 142 trabalhos em eventos técnico-científicos. Possui 33 capítulos de livros e 3 livros publicados e 2 organizados e um posfácio. Participou de 6 eventos no exterior e 152 no Brasil. Orientou 20 dissertações de mestrado e 9 teses de doutorado, e supervisionou 8 monografias de especialização e 6 trabalhos de iniciação científica nas áreas de Saúde Coletiva e Odontologia. Recebeu 18 prêmios e/ou homenagens. Entre 1987 e 2004 participou da condução de 10 projetos de pesquisa. Atua na área de Saúde Coletiva, com ênfase na Vigilância da Saúde Bucal, linha de pesquisa na qual coordena projetos de interesse da Saúde Bucal Coletiva. É coordenador de projetos do Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância em Saúde Bucal da FSP-USP e participa da Rede Brasileira de Vigilância da Fluoretação da Água de Abastecimento Público. É membro da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. Em suas atividades profissionais interagiu com 71 colaboradores em coautorias de trabalhos científicos. Em seu currículo Lattes os termos mais frequentes na contextualização da produção científica e tecnológica são: Epidemiologia, Saúde Bucal, Cárie Dentária, escolares, Saúde Pública, Políticas Planejamento e Adm Sistemas e Serviços de Saúde, Má oclusão, Pessoal Auxiliar Odontológico, Cooperação Interprofissional, Sistemas locais de saúde.

Publicado
2019-08-30
Como Citar
Prado, I., & Frazão, P. (2019). Qualidade dos dados de vigilância da fluoretação de sistemas de abastecimento de água: proposta de um protocolo de crítica dos dados. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 7(3), 80-85. https://doi.org/10.22239/2317-269x.01297
Seção
Relato de Experiência