Abordagens alternativas para a vigilância da leishmaniose tegumentar em áreas indígenas – estudo de caso entre os Wajãpi do Amapá

  • Eduardo Stramandinoli Moreno Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Santarém, PA
  • Joana Oliveira Cabral Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP
  • Maira Posteraro Freire Universidade Federal do Amazonas/Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Manaus, AM
  • Alline da Silva Costa Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) – Amapá e Norte do Pará – Secretaria Especial de Saúde Indígena - Ministério da Saúde, Macapá, AP
  • Tiago da Silva Costa Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá, AP
  • Raimundo Nonato Picanço Souto Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapá, AP
  • Isai Jorge Castro Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), Macapá, AP
  • Luis Otavio Cordeiro Nascimento Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá – (LACEN- AP), Macapá, AP
  • Volmir Zanini Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá – (LACEN- AP), Macapá, AP
  • Paloma Helena Fernandes Shimabukuro Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR) – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Macapá, AP
Palavras-chave: Amazônia, Leishmaniose, Pesquisa Interdisciplinar, Saúde de Populações Indígenas, Avaliação em Saúde

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar limitações do sistema de vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) executado no âmbito do Ministério da Saúde em áreas indígenas, a partir do relato de experiência de técnicos e colaboradores que atuaram na vigilância da doença na Terra Indígena Wajãpi entre 2012 e 2015. O estudo compara as abordagens padrão preconizadas pelo Ministério da Saúde com abordagens alternativas entre três componentes principais: captação de casos e diagnóstico, tratamento e análise epidemiológica. Neste último componente, foram comparados métodos que se relacionam a análise de locais prováveis de infecção, entomologia e estudo de hospedeiros vertebrados. A comparação demonstrou que abordagens de cunho qualitativo e o conhecimento sobre padrões e espeficidades culturais do grupo indígena incrementaram a aceitabilidade do serviço de saúde. Abordagens integrativas como oficinas comunitárias, e, participativas que envolviam membros da comunidade como agentes de notificação e ação dentro do serviço, mostraram-se importantes alternativas para aperfeiçoamento da sensibilidade e representatividade do sistema de vigilância da LTA em áreas indígenas. Espera-se que as abordagens comparadas neste estudo possam servir de base para aperfeiçoamento de sistemas de vigilância em saúde, principalmente para doenças transmitidas por vetores em áreas indígenas.
Publicado
2016-11-25
Como Citar
Moreno, E., Cabral, J., Freire, M., Costa, A., Costa, T., Souto, R., Castro, I., Nascimento, L., Zanini, V., & Shimabukuro, P. (2016). Abordagens alternativas para a vigilância da leishmaniose tegumentar em áreas indígenas – estudo de caso entre os Wajãpi do Amapá. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 4(4), 51-59. https://doi.org/10.22239/2317-269x.00809