Perfil de resistência aos antibióticos e prevalência dos genes qacEΔ1 e sul1 em Pseudomonas aeruginosa de efluente hospitalar

  • Rosa Maria Pinto Novaes Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ / Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (SubVISA), Rio de Janeiro, RJ
  • Mariana de Melo Rodrigues Sobral Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Camila Barreto Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Ana Paula Alves Nascimento Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Mychelle Alves Monteiro Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Bernardete Ferraz Spisso Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Kayo Bianco Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Célia Maria Carvalho Pereira Araujo Romão Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Maysa Beatriz Mandetta Clementino Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Palavras-chave: Efluente Hospitalar, Pseudomonas aeruginosa, Bactérias Multirresistentes, Integron de Classe 1

Resumo

Introdução: Efluentes hospitalares representam riscos à saúde pública e ambiental devido à presença de microrganismos patogênicos, drogas e produtos químicos. Pseudomonas aeruginosa é um patógeno oportunista frequentemente encontrado no ambiente hospitalar. Objetivo: Avaliar o resistoma de isolados de P. aeruginosa da estação de tratamento de esgoto hospitalar (ETEH) de um complexo hospitalar na cidade do Rio de Janeiro. Método: Vinte isolados dos cinco estágios da ETEH foram identificados como P. aeruginosa pelo sequenciamento do gene 16S rRNA. A suscetibilidade aos antibióticos foi determinada segundo o CLSI e os genes qacEΔ1 e sul1 foram detectados pela PCR. Resíduos de sulfonamidas foram pesquisados por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas sequencial. Resultados: Foi demonstrada a presença de sulfametoxazol em nível inferior a 50 ng∙L−1, resistência às sulfonamidas (80%) seguida pelas quinolonas (50%) e 13 perfis de suscetibilidade aos antimicrobianos. Os genes qacEΔ1-sul1 foram detectados em 100% dos isolados, sugerindo a presença de integrons de classe 1 em toda a ETEH. Conclusões: Os resultados sinalizaram limitações no tratamento e a propagação de genes de resistência nas etapas da ETEH. Esses dados contribuem com órgãos competentes no desenho de ações preventivas frente aos impactos negativos à saúde pública.

Biografia do Autor

Rosa Maria Pinto Novaes, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ / Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (SubVISA), Rio de Janeiro, RJ
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1975). Atualmente é médica veterinária na Superintendência de Controle de Zoonoses - Vigilância e Fiscalização Sanitária. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Inspeção de Alimentos.
Mariana de Melo Rodrigues Sobral, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Atualmente é mestranda no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde - Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/FIOCRUZ). Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Bacterologia e Biologia Molecular.
Camila Barreto, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Cursando Doutorado em Vigilância Sanitária no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)/Fiocruz. Graduação em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atuação na área de Microbiologia Ambiental.
Ana Paula Alves Nascimento, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Microbiologia Aplicada e Biologia Molecular.
Mychelle Alves Monteiro, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Mestre do Programa de Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da Escola de Química da UFRJ (2010). Graduada em Quimica Industrial pela Universidade Federal Fluminense (2005). Formação profissional em química analítica em resíduos de contaminantes em alimentos, atuando principalmente nas seguintes áreas: detecção e quantificação de resíduos de drogas veterinárias em alimentos de origem animal utilizando técnicas como Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE)/detecção fluorimétrica, CLAE/detecção por ultra violeta (UV), CLAE/detecção por espectrometria de massas (EM) e CLAE/detecção por espectrometria de massas tandem (EM/EM). Atualmente trabalha no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde-INCQS da Fundação Oswaldo Cruz.
Bernardete Ferraz Spisso, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1991), mestrado em Físico-Química (área de concentração Química Analítica) pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998) e doutorado em Vigilância Sanitária pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)/Fundação Oswaldo Cruz (2010). Atualmente é Tecnologista em Saúde Pública Sênior, chefe do Laboratório de Alimentos do Departamento de Química do INCQS e responsável pelo laboratório de resíduos de medicamentos veterinários em alimentos, pertencente ao Setor de Resíduos do Laboratório de Alimentos. Atua como docente do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária do INCQS. Tem experiência na área de Saúde Pública, com ênfase em Vigilância Sanitária, atuando principalmente no tema Segurança Alimentar e Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos.
Kayo Bianco, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Aluno de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária - Área de Microbiologia, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Possui mestrado em vigilância sanitária pela Fundação Oswaldo Cruz e graduação em Tecnologia em Biotecnologia pelo Centro Universitário Estadual da Zona Oeste. Tem experiência na área de bacteriologia, com ênfase em bactérias e arqueas aeróbias e anaeróbias. Participa de projetos da área de Microbiologia Ambiental e Clínica, envolvidos no estudo da diversidade metagenômica de ambientes aquáticos, aplicação de biomarcadores de contaminação fecal hospedeiro-específico, detecção de poluentes químicos e biológicos, avaliação da tolerância de bactérias aos metais pesados, caracterização e tipificação de cepas clínicas multidroga resistentes, associação da tolerância aos metais pesados e a resistência aos antimicrobianos em isolados ambientais.
Célia Maria Carvalho Pereira Araujo Romão, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Possui graduação em Farmácia Bioquímica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977), mestrado em Ciências (Microbiologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985) e doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (2005). É Tecnologista em Saúde Pública senior do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Possui experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Controle Microbiológico de produtos sujeitos à vigilância sanitária, em especial os saneantes, atuando principalmente nos seguintes temas: desinfetantes, desinfecção e esterilização hospitalar e laboratorial, atividade antimicrobiana de desinfetantes, susceptibilidade de micro-organismos aos desinfetantes e outros biocidas.
Maysa Beatriz Mandetta Clementino, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Gama Filho (1979), mestrado (1998) e Doutorado (2006) em Química Biológica pelo Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é Tecnologista Senior da Fundação Oswaldo Cruz e Pesquisador Colaborador do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Têm experiência na área de Microbiologia e Biologia Molecular com ênfase em Biodiversidade Microbiana, Taxonomia e Filogenia Molecular de organismos dos domínios Archaea e Bacteria de diversos ambientes. É curador da coleção de archaeas de referêcia e de archaeas isoladas no Brasil do INCQS/FIOCRUZ, atuando principalmente nos seguintes temas: Biodiversidade, Taxonomia e Filogenia Molecular de Procariotos (Archaea e Bacteria), Caraterização Molecular da Diversidade Microbiana em Ambientes Aquáticos. CV: http://lattes.cnpq.br/7459618133622863
Publicado
2018-05-30
Como Citar
Novaes, R., Sobral, M., Barreto, C., Nascimento, A., Monteiro, M., Spisso, B., Bianco, K., Romão, C., & Clementino, M. (2018). Perfil de resistência aos antibióticos e prevalência dos genes qacEΔ1 e sul1 em Pseudomonas aeruginosa de efluente hospitalar. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 6(2), 18-28. https://doi.org/10.22239/2317-269x.01062
Seção
Artigo