Transmissão oral da doença de Chagas pelo consumo de açaí: um desafio para a Vigilância Sanitária

  • Renata Trotta Barroso Ferreira Instituto Nacional de Controle deQualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Maria Regina Branquinho Instituto Nacional de Controle deQualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Paola Cardarelli-Leite Instituto Nacional de Controle deQualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Palavras-chave: Doença de Chagas, Trypanosoma Cruzi, Açaí, Transmissão Oral, Vigilância Sanitária

Resumo

Até o ano de 2004, a ocorrência de doença de Chagas aguda (DCA) por transmissão oral, relacionada ao consumo de alimentos, constituía um evento pouco conhecido ou investigado. Atualmente tornou-se frequente na região amazônica e está relacionada à ocorrência de surtos recentes em diversos estados brasileiros.

Os casos recentes notificados no Brasil de DCA estão relacionados ao consumo do suco de açaí, considerado um alimento essencial na dieta da população da Região Norte e muito apreciado nos demais estados brasileiros e em outros países.

O objetivo deste trabalho foi destacar os novos desafios a serem enfrentados pelos órgãos de saúde pública na prevenção da transmissão da doença de Chagas pelo consumo de açaí.

Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas pelo Brasil no combate à doença de Chagas transmitida via alimento, ainda há a necessidade de incentivos à pesquisa para que conhecimentos gerados auxiliem na compreensão da transmissão oral e sua melhor interpretação epidemiológica, de prevenção e controle. A implementação das Boas Práticas de Higiene, Boas Práticas de Manufatura e a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí também poderão contribuir na solução deste problema.

Publicado
2014-11-25
Como Citar
Barroso Ferreira, R., Branquinho, M. R., & Cardarelli-Leite, P. (2014). Transmissão oral da doença de Chagas pelo consumo de açaí: um desafio para a Vigilância Sanitária. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 2(4), 4-11. https://doi.org/10.3395/vd.v2i4.358