Compreendendo fatores relacionados às dificuldades para vacinação de crianças no município de Santa Maria da Boa Vista, Pernambuco, Brasil
Vigil Sanit Debate, Rio de Janeiro, 2026, v.14: e02505| Publicado em: 26/03/2026
DOI:
https://doi.org/10.22239/2317-269X.02505Palavras-chave:
Cobertura Vacinal, Programas de Imunização, Atenção Primária à Saúde, Movimento contra VacinaçãoResumo
Introdução: O Programa Nacional de Imunização do país comemora mais de meio século de consolidado sucesso na atuação e no combate a doenças imunopreveníveis, no entanto, ainda há crianças que não são levadas para a vacinação. Considerando os benefícios individuais e sociais da adesão vacinal na saúde infantil, bem como as diferentes perspectivas de cuidado, compreender os motivos dessa não adesão pode subsidiar estratégias eficazes. Objetivo: Compreender os fatores relacionados às dificuldades para vacinação de crianças na primeira infância no interior de Pernambuco. Método: Estudo qualitativo, descritivo, realizado com 23 pais ou responsáveis de crianças até 5 anos, usuários de Unidades Básicas de Saúde na zona urbana de Santa Maria da Boa Vista, Pernambuco, Brasil. A coleta ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, contendo perguntas abertas e fechadas. Os dados foram processados no software IRAMUTEQ e analisados por meio da Classificação Hierárquica Descendente (CHD). Resultados: A análise gerou 137 segmentos de texto, com 68,61% de aproveitamento. A CHD revelou dois blocos principais: fatores políticos, socioeconômicos e culturais; e fatores comunicacionais e educacionais. Esses blocos se desdobraram em cinco classes: doses e prazos, ações e cuidados, doenças e saúde, conhecimentos e vacinas, e fake news e antivacinação. Conclusões: Os principais fatores que impactam a atualização do calendário vacinal infantil são: a falta de estoque, o adoecimento, a incompatibilidade com horários de trabalho, a ausência de transporte, a disseminação de fake news e os efeitos da pandemia da COVID-19. Tais achados evidenciam desafios estruturais e sociais enfrentados pelas famílias, sinalizando a necessidade de ações integradas para ampliar a cobertura vacinal.
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