RAPD-PCR na identificação molecular de plantas medicinais regulamentadas pelo Sistema Único de Saúde do Brasil

  • José Luiz Neves Aguiar Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • André Luiz Mazzei Albert Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Josino Costa Moreira Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTH), Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Paola Cardarelli Leite Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Palavras-chave: Fitoterápicos, Controle de Qualidade, Perfis genéticos, RAPD

Resumo

O desenvolvimento de metodologia altamente discriminatória para a identificação e caracterização de genótipos das espécies de plantas medicinais regulamentadas pelo sistema público de saúde brasileiro (SUS) é de suma importância para o controle de qualidade destas espécies como matérias-primas na produção de medicamentos fitoterápicos, consequentemente, minimizar o risco sanitário associado à ineficácia terapêutica devido ao uso de matéria prima de identidade duvidosa. Por isto, foi utilizado o método RAPD-PCR para a elaboração de um perfil genético de três espécies de plantas medicinais regulamentadas pelo SUS do Brasil: Mikania glomerata, Maytenus ilicifolia e Schinus terebinthifolius, a partir de exemplares destas plantas, que foram cedidas pela Coleção Temática de Plantas Medicinais do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Os 60 iniciadores utilizados no RAPD-PCR com o DNA das três espécies geraram 1284 produtos amplificados que variaram de 100-1500 pb. Foram selecionados cinco iniciadores que geraram no total 76 fragmentos entre 200-1100 pb com astrês espécies, sendo os iniciadores OPG18, OPA7 e OPG17 para a Mikania glomerata, os iniciadores OPG20, OPC13 e OPA11 para a Maytenus ilicifolia e OPA4, OPA18 e OPG14 para a Schinus terebinthifolius e os iniciadores OPA17 e OPC6 para as três espécies. Os perfis resultantes permitiram a identificação eficiente das espécies. Foram identificados iniciadores que geraram um único fragmento que poderão servir para desenhar um iniciador específico, que poderá ser usado na identificação da planta em produtos como monofarmacos e associações.

Biografia do Autor

José Luiz Neves Aguiar, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ

Graduado em Química (Licenciatura Plena) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2000-2004).  Atualmente sou Doutorando (2010-2014) do Programa de Pós-Graduação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, onde também cursei a Especialização (2005) e o Mestrado (2006-2007) na Área de Vigilância Sanitária. Atuo na função de químico analista (1996-atual) no Setor de Medicamentos do Departamento de Química do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.

Publicado
2015-08-26
Como Citar
Aguiar, J. L., Albert, A. L., Moreira, J., & Leite, P. (2015). RAPD-PCR na identificação molecular de plantas medicinais regulamentadas pelo Sistema Único de Saúde do Brasil. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 3(3), 34-40. https://doi.org/10.3395/2317-269x.00193
Seção
Artigo