Contagem de bactérias mesófilas aeróbias e características físico-químicas do leite humano armazenado em embalagem de polietileno

  • Mayara de Simas Mesquita Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS / Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
  • Alexandra Anastácio Monteiro Silva Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ
  • Ana Paula dos Santos Rocha Tavares Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ
  • Antonio Eugenio Castro Cardoso de Almeida Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS / Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ
Palavras-chave: Leite Humano, Banco de Leite Humano, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Embalagem Plástica para Armazenamento de LH, Embalagem de Vidro

Resumo

Objetivo: Avaliar a contaminação por bactérias mesófilas aeróbias em leite humano ordenhado pasteurizado (LHOP) e a influência da embalagem de polietileno sobre as características físico-químicas do leite humano (LH) cru e pasteurizado. Metodologia: Foram analisadas 55 amostras de leite humano ordenhado (LHO), oriundas do Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Maternidade Herculano Pinheiro (HMHP) e do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Na determinação das condições higiênico-sanitárias do LHOP, foi realizada contagem de aeróbios mesófilos. A acidez Dornic, o valor energético, gordura, lactose e proteínas em LH cru e pasteurizado foram realizados antes e após o armazenamento de 15 dias nas embalagens. Foram realizadas análises descritivas e da influência da embalagem sobre os parâmetros, segundo ANOVA. Valores p < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: A ocorrência de mesófilos no LHOP variou de 0 a 12%. O LH cru e pasteurizado apresentaram acidez < 8oDornic, indicando boas práticas de manejo e condições higiênico-sanitárias adequadas. Gordura, valor energético, lactose e proteínas do LH nas embalagens de polietileno e vidro variaram, respectivamente, 3,2–3,5%, 65–68 Kcal/dL, 6,0% e 0,9–1,3%. Não foram observadas diferenças significativas nas características físico-químicas do LH entre as embalagens. Conclusão: A embalagem de polietileno pode ser uma alternativa viável para uso em BLH.

Biografia do Autor

Antonio Eugenio Castro Cardoso de Almeida, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (INCQS / Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia (1978), mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986). Doutor em Vigilância Sanitária - área de concentração Qualidade de Produtos em Saúde, pela Fundação Oswaldo Cruz (2005). Membro permanente do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da FIOCRUZ. Desde 1983 é Tecnologista em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz.Tem experiência na área de Microbiologia e Imunologia, incluíndo o Controle de Qualidade de Produtos ligados a Saúde Pública com ênfase em Microbiologia Médica e Imunologia Aplicada (vacinas), atuando principalmente nos seguintes temas: Haemophilus influenzae e meningites bacterianas, Haemophilus influenzae não-b, Haemophilus influenzae não tipável (NT), sensibilidade aos antimicrobianos utilizados contra o H. influenzae e tipos de vacinas conjugadas, utilizadas atualmente, contra o Hib. Desenvolve estudos para novas vacinas, contra os H. influenzae não b. Participa também de projetos para melhoria de produtos biológicos (área de diagnóstico) ligados a Saúde Pública. É Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INCQS-FIOCRUZ

CV: http://lattes.cnpq.br/5919905330476546

Publicado
2016-08-30
Como Citar
Mesquita, M., Silva, A., Tavares, A. P., & Almeida, A. (2016). Contagem de bactérias mesófilas aeróbias e características físico-químicas do leite humano armazenado em embalagem de polietileno. Vigilância Sanitária Em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, 4(3), 51-56. https://doi.org/10.22239/2317-269x.00733
Seção
Artigo