Ocorrência de bromato em águas destinadas ao consumo humano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22239/2317-269x.02015

Palavras-chave:

Bromato, Água para Consumo Humano, Controle da Contaminação da Água, Vigilância Sanitária

Resumo

Introdução: Bromato é mutagênico e um provável carcinogênico em seres humanos. Normalmente não ocorre em águas para consumo humano, mas a contaminação pode ocorrer por águas residuárias industriais e pela desinfecção por ozonização (se brometo estiver presente) ou pelo uso de solução de hipoclorito de qualidade insatisfatória. Objetivo:
Descrever as concentrações de bromato nas águas de abastecimento de 89 municípios do estado de São Paulo (Brasil), os perfis físico-químicos das águas nas quais o contaminante ocorre e uma ação conjunta entre Laboratório de Saúde Pública, Grupo de Vigilância Sanitária e de duas Vigilâncias Sanitárias dos municípios onde foram encontrados níveis
importantes de bromato. Método: Foram analisadas 4.853 amostras em 21 parâmetros físico-químicos (incluindo concentração de bromato) e dois microbiológicos. Para análise multivariada foram incluídos quatro parâmetros demográficos. Resultados: O bromato foi encontrado em 224 amostras (4,6% do total) de 17 municípios. As concentrações variaram entre 3 e 199 μg L-1 e 56 amostras (1,1% do total) apresentaram teores acima do valor máximo permitido. A Análise de Componentes Principais nesses 17 municípios indicou KBrO3 como a forma predominante de contaminação. Os índices de contaminação de dois municípios diminuíram a partir da disponibilização para as Vigilâncias Sanitárias de laudos que incluíram os resultados de bromato. Conclusões: Os dados sugerem que o monitoramento das concentrações de bromato deveria ser incluído na rotina do Programa de Vigilância da Água para Consumo Humano do estado de São Paulo. As notificações das Vigilâncias Sanitárias junto aos responsáveis pelo abastecimento de água de dois municípios foram importantes para a melhoria da qualidade da água fornecida à população em relação à contaminação.

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Biografia do Autor

  • Sergio Dovidauskas, Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, Ribeirão Preto, SP, Brasil

    Possui graduação em Bacharelado em Química pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (1996), Doutorado em Ciências (área de concentração: Química Inorgânica, 2001) e Pós-Doutorado (2001-2002), também pelo IQUSP. No período 2000 a 2003 atuou como Professor Auxiliar na Escola de Engenharia Mauá e nos anos de 2003 e 2004 atuou como Professor Assistente na Universidade de Guarulhos. No final de 2004 ingressou no Instituto Adolfo Lutz - Laboratório Regional de Ribeirão Preto, onde atualmente é Pesquisador Científico VI. Possui experiência nas áreas de Química Analítica (aplicada a amostras de águas e alimentos), Química Inorgânica e Química Supramolecular. São temas frequentes em sua pesquisa: desenvolvimento de métodos para a análise físico-química de águas e alimentos, análise de contaminantes em águas destinadas ao consumo humano, inferência estatística em Química Analítica, eletroquímica, espectroscopia, metaloporfirinas e clusters de rutênio. Atualmente tem se dedicado principalmente à avalição da qualidade da água destinada ao consumo humano e ao desenvolvimento de métodos quimiométricos para tratamento de dados oriundos de análises de águas e alimentos.

  • Isaura Akemi Okada, Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, Ribeirão Preto, SP, Brasil

    Possui graduação em Química (Complementação Tecnológica) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1989) e mestrado pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (2003). Atualmente é Pesquisador Científico do Instituto Adolfo Lutz - Centro de Laboratório Regional de Ribeirão Preto VI - Núcleo de Ciências Químicas e Bromatológicas. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Bromatologia, atuando principalmente na área de análise físico-química de alimentos e água.

  • Felipe Rodrigues dos Santos, Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, Ribeirão Preto, SP, Brasil

    Possui graduação em Ciências Biológicas - Licenciatura pela Faculdade de Educação São Luís, Jaboticabal/SP (2012) e graduação em Ciências Biológicas - Bacharelado pelo Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto/SP (2018). Participou de trabalho voluntário em projeto de pesquisa pelo Earthwatch Institute que investiga a saúde dos ecossistemas mundiais de água doce. Participei de projeto de pesquisa como Bolsista de Treinamento Técnico III (FAPESP) no Núcleo de Ciências Químicas e Bromatológicas do Instituto Adolfo Lutz / Laboratório Regional de Ribeirão Preto. Atualmente cursando Pós-Graduação em Educação Especial e Inclusiva.

  • Marina Miyuki Okada, Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, Ribeirão Preto, SP, Brasil

    Possui graduação em Química pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1989). Atualmente é Assistente Téc. Pesq.Cient. e Tecnológica VI do Instituto Adolfo Lutz. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos e Água, com ênfase em Avaliação e Controle de Qualidade de Alimentos e Águas, atuando principalmente nos seguintes temas: qualidade, análise físico-químico de águas e alimentos.

  • Rita de Cássia Briganti, Centro de Laboratório Regional, Instituto Adolfo Lutz, Ribeirão Preto, SP, Brasil

    Possui graduação em Química Industrial pela Universidade de Ribeirão Preto (1981). Possui Curso de Especialização em Gestão Ambiental pela Faculdade Barão de Mauá de Ribeirão Preto-SP (2009). Atualmente é Químico do Instituto Adolfo Lutz. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Avaliação e Controle de Qualidade de Alimentos, atuando principalmente nos seguintes temas: qualidade, avaliação físico-química, leite, biossegurança e peanuts.

Publicado

2022-05-31

Edição

Seção

Artigo

Como Citar

Ocorrência de bromato em águas destinadas ao consumo humano. (2022). Vigilância Sanitária Em Debate , 10(2), 68-76. https://doi.org/10.22239/2317-269x.02015

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